A revelação do nome da entidade faz parte do processo de desenvolvimento mediúnico, e é uma etapa de extrema importância, exige sensibilidade, confiança e entrega por parte do médium. Sob nenhuma hipótese, tente adivinhar o nome da entidade, permita que isso aconteça naturalmente.
Há um pânico coletivo, quando se trata da famosa e temida pergunta ao médium recém-incorporado:
- Salve sua força meu velho, qual seu nome?
Tão comum quanto à equivocada resposta que a segue:
- Salve meu filho, já falei, mas o menino (a) não ouviu.
A responsabilidade por entender e respeitar o as etapas do processo mediúnico são primeiramente atribuídas aos membros da corrente, que por sua vez devem compreender que a entidade se apresentar pelo nome, não é o fator decisivo ou a confirmação da incorporação, mas uma etapa que demanda tempo e concentração, respectivamente diferentes e únicos para cada médium.
Neste contexto, existem dois aspectos que precisam ser avaliados.
a. Perguntas como essa não devem existir, salve exceção, quando o dirigente da casa entende que isso pode auxiliar o médium em seu processo evolutivo.
A corrente deve se sensibilizar, e se colocar no lugar daquele médium iniciante, entendendo que é um momento delicado, acompanhado naturalmente por um sentimento de insegurança, que deve ser trabalhado. Questionamentos tão “pessoais” podem desequilibrar e desconcentrar o médium, interferindo negativamente em seu desenvolvimento;
b. Não existem culpados, ou seja, não é só de responsabilidade do médium “ouvir” a entidade, e nem só de responsabilidade do guia “falar”, logo, quando as energias estiverem alinhadas, a entidade através do médium se manifestará com segurança para apresentar-se pelo nome.
A incorporação pode ser comparada ao conhecido café com leite, separadas as bebidas tem sabores distintos, quando são misturadas é criada uma terceira bebida, que por sua vez apresenta diferentes sabores, a variável é a quantidade de café ou leite adicionada;
Entendemos então, que a incorporação é a terceira energia, criada através da aproximação do espírito do médium ao espírito da entidade, reciprocamente. A incorporação apresentará as características predominantes da energia que estiver mais concentrada, por isso, às oscilações iniciais, onde o médium sente que a entidade não está mais presente, e à medida que se concentra e se entrega, percebe a irradiação.
Que sejamos sábios e possamos aprender a respeitar o tempo de cada um no desenvolvimento mediúnico, e principalmente estar disponíveis para prestar o auxílio.
Pablo Sousa
Uberlândia, 06 de Julho de 2017.
Ótima explanação e analogia. Comungo com esta linha de pensamento, ressaltando a importância deste momento inicial de contato com as entidades, em que, apesar da ansiedade natural dos médiuns é um momento de autoconhecimento no qual cada médium desenvolve no ritmo que lhe é mais confortável.
Salve !
Muito bem colocado essa questão. Respeito pelo nosso próprio tempo de amadurecer e entender.
🤔🤔🤔
Parabéns pelo texto! Realmente um tema muito importante para cada um de nós. E que saibamos OUVIR e CONFIAR!
Parabéns Pablo, engraçado que esses dias estava lendo sobre esse assunto.
É um processo que causa temor, mais de fato, com confiança e fé, o guia e a o médium entram em sintonia permitindo que as informações sejam passadas de forma mais claras, como o nome por exemplo. O que intensifica a ansiedade é simplicidade da informação, mas devemos lembrar que o processo não é tão simples e que estamos em constate desenvolvimento.
=D